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Seixal Quer um Hospital no Concelho

Natal do Hospital no Seixal
Seixal relembra necessidade de construção de um hospital no concelho

Natal do Hospital no Seixal<br>
Seixal relembra necessidade de construção de um hospital no concelhoNo próximo sábado, dia 20 de Dezembro, a Plataforma Juntos pelo Hospital no concelho do Seixal vai levar a efeito a iniciativa “Natal do Hospital no Seixal” que irá decorrer no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha a partir das 15 horas.
Trata-se de um espectáculo que, à semelhança de outros que nesta quadra acontecem em vários hospitais do País, contará com a participação de grupos e artistas das mais variadas áreas e que pretende salientar, uma vez mais, a urgência da construção do hospital no concelho.

Recorde-se que, mais uma vez, a construção do Hospital no Seixal não integra o Plano de Investimentos do Orçamento de Estado e que a 14 e a 31 de Outubro de 2008, a Ministra da Saúde subverteu as prioridades estabelecidas no Despacho n.º 12891/2006, de 31 de Maio de 2006, ao fazer o anúncio do lançamento dos concursos para a construção dos Hospitais de Póvoa de Varzim/Vila do Conde e Évora. Estes Hospitais, colocados respectivamente, como 6.ª e 4ª prioridades, ultrapassam assim os interesses das populações do Seixal, Sesimbra e Almada, já que o Hospital no Seixal está reconhecido como a 3.ª prioridade dos novos hospitais a construir.
Artistas participantes:
Alcoolémia
As Jotas (ligeira/juvenil)
Banza (tradicional)
Chullage (hip hop)
Coral Cantata Viva
Dany Silva
David Ripado (pop)
Dixit (pop/rock)
Djunta Mon – Grupo de Batucadeiras do GAS/SP da Qta da Princesa
Elizabete (pop)
Grupo “Dance In” do C. C. D. Paivas (danças salão)
Grupo de Baile (pop/rock)
Grupo de Concertinas dos Redondos
Grupo de Dança Adaptada da Cercisa (cadeira de rodas)
Grupo de Dança C. C. Luz e Vida/Hedab (dança ventre)
Grupo de Dança Colibri (dança moderna)
Grupo de Dança do Seixal (dança contemporânea)
Grupo de Teatro (Des)dramatizar
Grupo de Teatro Animateatro
Grupos Corais das AURPI
Luís Almada (fado)
Melão (pop)
Nuno Lopes (pop/rock)
Olga Villanova (fado)
Pe Natchon – Grupo de Danças Africanas do GAS/SP da Qta da Princesa
Rui Bandeira (ligeira)
Sérgio Daniel (fado)
Tina Santos (fado)
Tocá Rufar
Tuna da Universidade Sénior

Foi na minha escola...

"Não queremos respirar amianto nem ter cancro"

Manifestação juntou centenas em protesto contra escola com materias "duvidosos"

12/11/08

SANDRA BRAZINHA

Centenas de pais e alunos da Escola Básica 2,3 de Corroios, Seixal, manifestaram-se ontem em defesa da demolição e limpeza da escola Moinho de Maré. Professores e funcionários tiveram de ficar de fora do protesto.

Em causa está o facto de o estabelecimento ter sido desactivado há 16 meses e até ao momento permanecerem no local os pavilhões constituídos por lã de vidro e placas de fibrocimento, compostas de amianto, uma substância prejudicial à saúde. A degradação da escola agravou-se após três incêndios, sendo que o último, há cerca de 15 dias, destruiu um dos pavilhões.

"O medo que temos tem a ver com o risco das partículas de amianto que andam no ar", salientou, ao JN, Carlos Morais, presidente da Associação de Pais, que convocou a acção de sensibilização, que incluiu a distribuição de máscaras aos alunos, alertas à população e a recolha de mil assinaturas para uma petição dirigida à ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.

Contudo, o protesto foi mais além do que o esperado, com pais, independentes da associação, a fecharem os portões da escola com correntes e cadeados e os alunos a aderirem em massa à manifestação, faltando às aulas durante todo o dia.

"Somos crianças, queremos respirar ar puro, não queremos respirar amianto, queremos saúde, não queremos ter cancro daqui a 5 ou 20 anos", pode ler-se na faixa que os estudantes penduraram junto à entrada da escola. "Se não tirarem os destroços daqui, a greve vai continuar", garantiu, ao JN, Joana Moreira, de 13 anos, preocupada com os efeitos do amianto para a saúde.

Sob o lema "Demolição Já", a manifestação, que decorreu entre as 8 e as 12 horas, contou com a solidariedade de professores e auxiliares, que igualmente preocupados com a situação, foram no entanto, impedidos de participar.

"Os professores sentiram-se obrigados a entrar na escola, porque foram ameaçados de falta", conta Mónica Cabral, da associação de pais, avançando que uma funcionária do bar, que entraria apenas às 14 horas, foi também intimidada para não permanecer no protesto junto dos pais e alunos. "Ameaçaram a senhora do bar de que se não entrasse seria despedida ou levava falta", pormenoriza a estudante Patrícia Vaz, de 16 anos.

Ao que o JN apurou, quando o vento sopra forte um cheiro intenso invade a zona dos campos de futebol da escola 2,3 de Corroios, sendo que há quem se queixe de ficar com a boca seca em resultado da inalação desse ar. Para minimizar a situação, a Protecção Civil Municipal já tapou os destroços com uma tela de plástico.

 

 
 

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